Hoje, após uma troca de ideias com amigos sobre "o estado das coisas" nas Artes Marciais Japonesas ensinadas de uma forma geral, achei que deveria criar uma entrada no Blog apenas para reflexão individual e particular.
Tenho notado, nas mais diversas Artes Marciais Japonesas ensinadas no ocidente, uma relutância em modificar conceitos comprovadamente errados por outros fundamentadamente corretos e, para comprovar o que eu digo, vou usar - mesmo fora do contexto marcial Japonês - um dos maiores exemplos de erro grosseiro transmitido de geração em geração (pois este erro já tem uns 40 anos de idade e - pelo que parece - vai ficar uns outros 40 anos)! O erro a que me refiro é a utilização do termo Kung Fu 功夫 [1] como sinônimo de "Artes Marciais Chinesas".
Pois bem. Vamos primeiro entender a que me refiro e depois tecer alguns comentários que possam esclarecer alguns pontos um tanto obscuros.
"Kung Fu 功夫" não é nenhuma Arte Marcial!
Nunca foi, é ou será uma Arte Marcial porque o termo em questão é um título de proficiência e não uma forma de luta.
Se lermos os ideogramas que compõem esta palavra, teremos:
功 Kung - "Mérito".
夫 Fu - "Homem, Pessoa"
Assim, pode-se traduzir "Kung Fu" como sendo "Pessoa hábil, conpetente, especialista...", ou seja, "qualquer pessoa que faça bem a sua função", seja ela qual for! Um dentista, um médico, um advogado, um pintor, um cantor e - acreditem ou não - até um Artista Marcial... Todos podem ser Kung Fu!!
Tenho certeza que muitos praticantes, entusiastas e apoiantes de "Kung Fu" como forma de combate já estão nervosos! Nervosos porque, para a maioria da população ocidental, Kung Fu "É" uma forma de luta!
Não, não é! (^_^)
"Mas se não é uma luta, de onde vem esta idéia que tem sido transmitida há tantos anos?"
Para o pessoal da minha geração, ainda deve estar na memória uma série transmitida na televisão na década de 70, onde havia um monge budista sino-americano que vivia no templo Shào-Lín 少林 chamado Kwai Chang Caine (interpretado por David Carradine... na verdade, a série tinha como protagonista original Bruce Lee, mas devido Lee ser "demasiado" Chinês a coisa não correu lá muito bem), que acabava com os maus do filme através de "porrada com sabedoria".
Como o título do filme era - pasmem - "Kung Fu" e ninguém fazia ideia a respeito do nome da luta que o monge usava, resolveram chamar de "Kung Fu" ao tipo de luta e NÃO ao fato de o monge ser realmente "O" Kung Fu... Aproveitando esta maré de sucesso da série, as escolas de Kung Fu proliferaram! E, pronto, o resto é o que sabemos.
"Mas se o nome não é (mesmo) Kung Fu, como se chama então?!"
No oriente, existem duas formas corretas de se referir às Artes Marciais Chinesas e através dos quais deveriam ser referidas em se tratando de arte de combate:
1. Em Taiwan são conhecidas por Wû-shù 武術 "Artes Marciais" (estes ideogramas são lidos "Bu-jutsu" em japonês).
2. Na China (comunista) são conhecidas por Gúo-shù 國術 "Artes Nacionais" (estes ideogramas são lidos "Koku-jutsu" em japonês).
Mas, passados 40 e tantos anos, cá estamos nós a ver "O Panda DO Kung Fu"!
Mas o "Kung Fu" é um exemplo de um "erro" reconhecido como "certo" por toda gente!
Menos claros ou evidentes... são os termos errados "Japoneses", transmitidos por escolas de artes mariciais de origem Nipônica, como o Jûdô, Karatedô, Aikidô, Kenpô, Kendô e mais um monte de DÔ... onde os erros vêm se perpetuando de forma não mais recente e de forma bastante consistente.
"Mas qual foi o motivo para essa negligência generalizada?"
Tenho notado, nas mais diversas Artes Marciais Japonesas ensinadas no ocidente, uma relutância em modificar conceitos comprovadamente errados por outros fundamentadamente corretos e, para comprovar o que eu digo, vou usar - mesmo fora do contexto marcial Japonês - um dos maiores exemplos de erro grosseiro transmitido de geração em geração (pois este erro já tem uns 40 anos de idade e - pelo que parece - vai ficar uns outros 40 anos)! O erro a que me refiro é a utilização do termo Kung Fu 功夫 [1] como sinônimo de "Artes Marciais Chinesas".
Pois bem. Vamos primeiro entender a que me refiro e depois tecer alguns comentários que possam esclarecer alguns pontos um tanto obscuros.
"Kung Fu 功夫" não é nenhuma Arte Marcial!
Nunca foi, é ou será uma Arte Marcial porque o termo em questão é um título de proficiência e não uma forma de luta.
Se lermos os ideogramas que compõem esta palavra, teremos:
功 Kung - "Mérito".
夫 Fu - "Homem, Pessoa"
Assim, pode-se traduzir "Kung Fu" como sendo "Pessoa hábil, conpetente, especialista...", ou seja, "qualquer pessoa que faça bem a sua função", seja ela qual for! Um dentista, um médico, um advogado, um pintor, um cantor e - acreditem ou não - até um Artista Marcial... Todos podem ser Kung Fu!!
Tenho certeza que muitos praticantes, entusiastas e apoiantes de "Kung Fu" como forma de combate já estão nervosos! Nervosos porque, para a maioria da população ocidental, Kung Fu "É" uma forma de luta!
Não, não é! (^_^)
"Mas se não é uma luta, de onde vem esta idéia que tem sido transmitida há tantos anos?"
Para o pessoal da minha geração, ainda deve estar na memória uma série transmitida na televisão na década de 70, onde havia um monge budista sino-americano que vivia no templo Shào-Lín 少林 chamado Kwai Chang Caine (interpretado por David Carradine... na verdade, a série tinha como protagonista original Bruce Lee, mas devido Lee ser "demasiado" Chinês a coisa não correu lá muito bem), que acabava com os maus do filme através de "porrada com sabedoria".
Como o título do filme era - pasmem - "Kung Fu" e ninguém fazia ideia a respeito do nome da luta que o monge usava, resolveram chamar de "Kung Fu" ao tipo de luta e NÃO ao fato de o monge ser realmente "O" Kung Fu... Aproveitando esta maré de sucesso da série, as escolas de Kung Fu proliferaram! E, pronto, o resto é o que sabemos.
"Mas se o nome não é (mesmo) Kung Fu, como se chama então?!"
No oriente, existem duas formas corretas de se referir às Artes Marciais Chinesas e através dos quais deveriam ser referidas em se tratando de arte de combate:
1. Em Taiwan são conhecidas por Wû-shù 武術 "Artes Marciais" (estes ideogramas são lidos "Bu-jutsu" em japonês).
2. Na China (comunista) são conhecidas por Gúo-shù 國術 "Artes Nacionais" (estes ideogramas são lidos "Koku-jutsu" em japonês).
Mas, passados 40 e tantos anos, cá estamos nós a ver "O Panda DO Kung Fu"!
Mas o "Kung Fu" é um exemplo de um "erro" reconhecido como "certo" por toda gente!
Menos claros ou evidentes... são os termos errados "Japoneses", transmitidos por escolas de artes mariciais de origem Nipônica, como o Jûdô, Karatedô, Aikidô, Kenpô, Kendô e mais um monte de DÔ... onde os erros vêm se perpetuando de forma não mais recente e de forma bastante consistente.
"Mas qual foi o motivo para essa negligência generalizada?"
Há várias teorias, mas basicamente a coisa foi assim:
- Bem no começo da difusão das Artes Marciais Japonesas (Chinesas, Coreanas etc.) no ocidente, estas eram feitas oralmente, por mestres orientais que não tinham necessariamente qualquer formação linguística... O que não só era de se esperar como o mais lógico de acontecer, pois os objetivos destes mestres eram apenas o ensino das Artes Marciais e não o ensino de um idioma!
- Os alunos ocidentais, também com pouca formação linguística, ouviam os termos orientais (Japoneses, Chineses, Coreanos etc.) e anotavam aquilo que "ACHAVAM que deveria ser" a pronúncia e traduções corretas (o que continua a acontecer nos dias de hoje, infelizmente).
- Estes conhecimentos empíricos (sem a mínima fundamentação literária) foram (re)transmitidos tanto oralmente como em publicações (o que continua também a acontecer nos dias de hoje, também infelizmente).
E tem sido desta maneira que os erros vão se perpetuando a cada dia que passa nas Artes Marciais orientais, Japonesas em particular.
Contudo, nesta época que vivemos, com acesso a informações de qualquer canto do planeta, esta cultura do "copy/paste" ("copiar/colar") ou do "ACHO que é assim..." já não tem por onde se manter.
Pode-se, com um simples "click" do rato, ter toda fundamentação a respeito dos termos japoneses utilizados em TODAS as Artes Marciais Nipônicas ensinadas no ocidente. Sim, eu disse T-O-D-A-S!
Sejamos, mais uma vez, honestos para com nós próprios... todos nós sabemos a resposta para esta pergunta! (Acomodação, conveniência, interesse pessoal, desconhecimento puro e duro etc.. A resposta pode variar de caso para caso.)
Felizmente, já há esperança na nova geração de instrutores de Artes Marciais Japonesas - seja a arte que for - uma geração composta por instrutores de todas as idades que estão se lançando na busca de respostas fundamentadas, cuja preocupação principal é saber o certo para ensinar certo! Preocupação que nunca existiu até então.
Tenho tentado, através das entradas deste blog, fornecer informação fundamentada não àqueles que ainda estão agarrados à manutenção do Status Quo, mas àqueles que se preocupam com um ensino de qualidade e em fazer a diferença entre ser um bom ou mau pedagogo.
Para estes bons instrutores, deixo as palavras do Mestre Kanô Jigorô 嘉納治五郎:
力必達 CHIKARA HITTATSU. "Se alguém se esforçar (verdadeiramente), é certo que atinge os seus objetivos."
Para "o resto", para "os outros", deixo uma observação bastante óbvia: mais cedo ou mais tarde vão ser ultrapassados e esquecidos... se é que já não foram! (^_^)
A pergunta final:
Qual vai ser o seu contributo (construtivo) para o futuro da arte que pratica?
---------------------------------
[1] Eu prefiro usar "Gong Fu" para os ideogramas 功夫, pois estou acostumado com o sistema PIN YIN de transcrição fonética para o idioma Chinês, mas para efeito de "contexto" usei intencionalmente o termo "Kung Fu" por ser mais conhecido e popular.
- Bem no começo da difusão das Artes Marciais Japonesas (Chinesas, Coreanas etc.) no ocidente, estas eram feitas oralmente, por mestres orientais que não tinham necessariamente qualquer formação linguística... O que não só era de se esperar como o mais lógico de acontecer, pois os objetivos destes mestres eram apenas o ensino das Artes Marciais e não o ensino de um idioma!
- Os alunos ocidentais, também com pouca formação linguística, ouviam os termos orientais (Japoneses, Chineses, Coreanos etc.) e anotavam aquilo que "ACHAVAM que deveria ser" a pronúncia e traduções corretas (o que continua a acontecer nos dias de hoje, infelizmente).
- Estes conhecimentos empíricos (sem a mínima fundamentação literária) foram (re)transmitidos tanto oralmente como em publicações (o que continua também a acontecer nos dias de hoje, também infelizmente).
E tem sido desta maneira que os erros vão se perpetuando a cada dia que passa nas Artes Marciais orientais, Japonesas em particular.
Contudo, nesta época que vivemos, com acesso a informações de qualquer canto do planeta, esta cultura do "copy/paste" ("copiar/colar") ou do "ACHO que é assim..." já não tem por onde se manter.
Pode-se, com um simples "click" do rato, ter toda fundamentação a respeito dos termos japoneses utilizados em TODAS as Artes Marciais Nipônicas ensinadas no ocidente. Sim, eu disse T-O-D-A-S!
Mas, mesmo assim, com toda a informação ao nosso alcance, as pessoas continuam a preservar os erros - como se relíquias sagradas se tratassem!
O que causa uma grande confusão são os motivos que levam tais pessoas a continuar a propagar os erros quando sabem a informação correta. As razões para esta relutância, para este apego obstinado pelas coisas erradas parece ter - no meu ponto de vista - algumas raízes bastante conhecidas, tais como:
- A acomodação ao ensino teórico deficiente recebido... A maldita frase "Meu mestre disse que era assim." Já cheguei ao cúmulo de conhecer casos em que me foi dada esta resposta e o "mestre" em questão nem havia sido consultado, demonstrando uma acomodação e uma malandragem repugnantes por parte de quem utiliza este tipo de desculpa!
- A falta de educação específica na área da pesquisa, do estudo, do incentivo à "curiosidade", da valoração do "saber mais", da relevância do "questionar", do "aprender mais para ensinar melhor". Éramos treinados para PAGAR e CALAR.
- O medo de ir contra dogmas. Se estiver escrito nas publicações oficiais federativas, associativas, comunitárias... então é sagrado!
O problema é que Federações (nacionais ou internacionais), Associações, Clubes e determinados indivíduos NÃO são nenhuma AUTORIDADE linguística e, portanto, o mais provável - se não tiverem a preocupação em "aprender" para difundir o certo - é que "metam o pé na poça" como qualquer pessoa sem a devida instrução! E podem ter certeza... Há MESMO muita coisa que precisa ser revista!
- O medo de ir contra os mestres mais antigos (por parecer desrespeito). Este é um caso que vai depender mesmo do mestre / instrutor e o seu maior ou menor grau de segurança e conhecimento sobre a arte que ensina. Quem SABE não tem medo de questionamentos! Porque duas coisas podem acontecer: sabe e responde; não sabe, pesquisa e responde posteriormente. Isso é o que faz um bom instrutor: não ter medo de dizer "Eu não sei!".
E assim por diante...
A grande realidade é que, mesmo com estes fatores condicionantes, a informação continua disponível à todos. O conhecimento agora não é um privilégio de uma elite com narizes empinados, o conhecimento agora é uma opção de cada um! Mas... continuamos - em pleno maio do ano de 2012 - com os mesmos termos errados, mal escritos, mal pronunciados, mal transmitidos como eram há 40, 50 ou mais anos atrás! Patético, não? Evolução?! Hummm. Não propriamente!
Na verdade, eu acredito que uma das perguntas fundamentais para a compreensão da origem do problema seria:
"O que divide um questionamento sincero e uma insubordinação para com o mestre / sensei?"
Realmente, ainda nos dias de hoje, a linha que separa estes dois aspectos é ainda muito tênue e dado o "estado das coisas" é ainda natural que o questionamento, as dúvidas sejam vistas de forma bastante negativa... e temidas também.
"Por quê?"
Sejamos minimamente honestos: porque todos nós sabemos que a grande maioria dos instrutores de ontem e de hoje não tinham/tem formação suficiente a nível teórico a respeito das artes que ensinam - daí os erros continuarem a ser (re)transmitidos como se de informação fidedigna se tratasse - simplesmente porque os instrutores dos instrutores e aqueles que os formaram previamente também não tinham esta mesma formação teórica!
"Mas qual é a desculpa AGORA para continuarmos a ensinar ERRADO aos nossos alunos?"
O que causa uma grande confusão são os motivos que levam tais pessoas a continuar a propagar os erros quando sabem a informação correta. As razões para esta relutância, para este apego obstinado pelas coisas erradas parece ter - no meu ponto de vista - algumas raízes bastante conhecidas, tais como:
- A acomodação ao ensino teórico deficiente recebido... A maldita frase "Meu mestre disse que era assim." Já cheguei ao cúmulo de conhecer casos em que me foi dada esta resposta e o "mestre" em questão nem havia sido consultado, demonstrando uma acomodação e uma malandragem repugnantes por parte de quem utiliza este tipo de desculpa!
- A falta de educação específica na área da pesquisa, do estudo, do incentivo à "curiosidade", da valoração do "saber mais", da relevância do "questionar", do "aprender mais para ensinar melhor". Éramos treinados para PAGAR e CALAR.
- O medo de ir contra dogmas. Se estiver escrito nas publicações oficiais federativas, associativas, comunitárias... então é sagrado!
O problema é que Federações (nacionais ou internacionais), Associações, Clubes e determinados indivíduos NÃO são nenhuma AUTORIDADE linguística e, portanto, o mais provável - se não tiverem a preocupação em "aprender" para difundir o certo - é que "metam o pé na poça" como qualquer pessoa sem a devida instrução! E podem ter certeza... Há MESMO muita coisa que precisa ser revista!
- O medo de ir contra os mestres mais antigos (por parecer desrespeito). Este é um caso que vai depender mesmo do mestre / instrutor e o seu maior ou menor grau de segurança e conhecimento sobre a arte que ensina. Quem SABE não tem medo de questionamentos! Porque duas coisas podem acontecer: sabe e responde; não sabe, pesquisa e responde posteriormente. Isso é o que faz um bom instrutor: não ter medo de dizer "Eu não sei!".
E assim por diante...
A grande realidade é que, mesmo com estes fatores condicionantes, a informação continua disponível à todos. O conhecimento agora não é um privilégio de uma elite com narizes empinados, o conhecimento agora é uma opção de cada um! Mas... continuamos - em pleno maio do ano de 2012 - com os mesmos termos errados, mal escritos, mal pronunciados, mal transmitidos como eram há 40, 50 ou mais anos atrás! Patético, não? Evolução?! Hummm. Não propriamente!
Na verdade, eu acredito que uma das perguntas fundamentais para a compreensão da origem do problema seria:
"O que divide um questionamento sincero e uma insubordinação para com o mestre / sensei?"
Realmente, ainda nos dias de hoje, a linha que separa estes dois aspectos é ainda muito tênue e dado o "estado das coisas" é ainda natural que o questionamento, as dúvidas sejam vistas de forma bastante negativa... e temidas também.
"Por quê?"
Sejamos minimamente honestos: porque todos nós sabemos que a grande maioria dos instrutores de ontem e de hoje não tinham/tem formação suficiente a nível teórico a respeito das artes que ensinam - daí os erros continuarem a ser (re)transmitidos como se de informação fidedigna se tratasse - simplesmente porque os instrutores dos instrutores e aqueles que os formaram previamente também não tinham esta mesma formação teórica!
"Mas qual é a desculpa AGORA para continuarmos a ensinar ERRADO aos nossos alunos?"
Sejamos, mais uma vez, honestos para com nós próprios... todos nós sabemos a resposta para esta pergunta! (Acomodação, conveniência, interesse pessoal, desconhecimento puro e duro etc.. A resposta pode variar de caso para caso.)
Felizmente, já há esperança na nova geração de instrutores de Artes Marciais Japonesas - seja a arte que for - uma geração composta por instrutores de todas as idades que estão se lançando na busca de respostas fundamentadas, cuja preocupação principal é saber o certo para ensinar certo! Preocupação que nunca existiu até então.
Tenho tentado, através das entradas deste blog, fornecer informação fundamentada não àqueles que ainda estão agarrados à manutenção do Status Quo, mas àqueles que se preocupam com um ensino de qualidade e em fazer a diferença entre ser um bom ou mau pedagogo.
Para estes bons instrutores, deixo as palavras do Mestre Kanô Jigorô 嘉納治五郎:
力必達 CHIKARA HITTATSU. "Se alguém se esforçar (verdadeiramente), é certo que atinge os seus objetivos."
Para "o resto", para "os outros", deixo uma observação bastante óbvia: mais cedo ou mais tarde vão ser ultrapassados e esquecidos... se é que já não foram! (^_^)
A pergunta final:
Qual vai ser o seu contributo (construtivo) para o futuro da arte que pratica?
---------------------------------
[1] Eu prefiro usar "Gong Fu" para os ideogramas 功夫, pois estou acostumado com o sistema PIN YIN de transcrição fonética para o idioma Chinês, mas para efeito de "contexto" usei intencionalmente o termo "Kung Fu" por ser mais conhecido e popular.
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