quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
100. Cinco coisas que se notam imediatamente.
Quando entramos num Dōjō, aqueles que prestam atenção aos pormenores - uma vez que (supostamente) o Dōjō deve manter alguns aspectos tradicionais da cultura japonesa - naturalmente irão notar imediatamente alguns pontos de interesse.
Enumerei aqui apenas cinco, mas estes pontos de interesse vão bem mais além. É como o próprio Bushidō, isto é, um código NÃO ESCRITO [1] de procedimentos e atitudes.
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NOTA:
[1] Algumas pessoas acham que o Bushidō é algo que foi elaborado especificamente para a sociedade feudal nipônica, mas - na realidade - o processo em si foi sendo adaptado e evoluiu com o passar do tempo e mudanças sociais japonesas. Portanto, não foi especificamente "codificado" com um fim particular determinado.
Enumerei aqui apenas cinco, mas estes pontos de interesse vão bem mais além. É como o próprio Bushidō, isto é, um código NÃO ESCRITO [1] de procedimentos e atitudes.
O seu grau de importância está apenas da forma como o responsável pelo Dōjō vê a transmissão do ensino, não sendo - para nós ocidentais - necessariamente "obrigatórios".
Mais uma vez: é tudo uma questão de escolhas.
(^_^)
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NOTA:
[1] Algumas pessoas acham que o Bushidō é algo que foi elaborado especificamente para a sociedade feudal nipônica, mas - na realidade - o processo em si foi sendo adaptado e evoluiu com o passar do tempo e mudanças sociais japonesas. Portanto, não foi especificamente "codificado" com um fim particular determinado.
99. Encerrando o assunto OSU definitivamente.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
98. DIÁLOGO 01.
A RELAÇÃO BUDŌ 武道 / SHODŌ 書道.
----------
J - "Consegues ler os ideogramas que estão na minha «capa» do Facebook?"
E - "Não consigo!"
J - "Ali está escrito 合氣道 «Aikidō»."
E - "Mas da maneira que estão traçados fica muito dificil para mim ."
J - "Não só para ti, mas para qualquer pessoa que não conheça os ideogramas mais a fundo... é a forma «cursiva» dos Kanji."
E - "Olhando agora lá decifrei qualquer coisa. Realmente, só se souberes traçá-los é que os consegues identificar com este aspecto (parece me a mim)."
E - "Eu ainda estou muito "quadrada", tenho de seguir à risca os passinhos todos da escrita e da técnica."
J - "Exato! É necessário aprender os ideogramas originais, "a base", o fundamento ("Kihon" 基本) ... só depois passas para letras cursivas."
E - "Bem, mas para isso deve ser preciso preencher muito papel..."
J - "(^_^) «Treinar, treinar, treinar... e quando achares que "sabes": treinar, treinar, treinar!»"
J - "Estás agora a entender a relação caligrafia/artes marciais?"
E - "Sim (^_^), acho que sim."
----------
« Transcrição do diálogo gentilmente autorizada pela Elisabete. »
Nota: Quando houver um diálogo que traga alguma coisa a ser considerada, irei colocá-los à apreciação de todos, pois podem sempre ser úteis para outras pessoas.
Hoje, estive a conversar via Facebook com a Elisabete Martins, praticante de Aikidō em Faro (Portugal) - e uma pessoa "muito curiosa" sobre cultura japonesa - sobre os ideogramas que estavam na minha capa do Facebook. Como ela já reconhece alguns ideogramas japoneses referentes ao Aikidō, a nossa conversa foi assim:
J - "Consegues ler os ideogramas que estão na minha «capa» do Facebook?"
E - "Não consigo!"
J - "Ali está escrito 合氣道 «Aikidō»."
E - "Mas da maneira que estão traçados fica muito dificil para mim ."
J - "Não só para ti, mas para qualquer pessoa que não conheça os ideogramas mais a fundo... é a forma «cursiva» dos Kanji."
E - "Olhando agora lá decifrei qualquer coisa. Realmente, só se souberes traçá-los é que os consegues identificar com este aspecto (parece me a mim)."
J - "Aí que está a beleza das formas... Se «entendes» os ideogramas consegue «vê-los», se não os entende, são só um monte de rabiscos! Se consegues «perceber» as técnicas marciais, independente de como são feitas, então consegues «vê-las» sob as mais variadas formas de execução e descobres a beleza por trás de determinadas particularidades...
É por isso que a caligrafia japonesa tem a ver com artes marciais. A beleza na interpretação dos movimentos de cada pessoa e de cada ideograma em particular. Beleza quer dos traços da escrita, quer dos movimentos das técnicas de combate. Assim sendo, precisamos entender "ambas as artes"...
É por isso que a caligrafia japonesa tem a ver com artes marciais. A beleza na interpretação dos movimentos de cada pessoa e de cada ideograma em particular. Beleza quer dos traços da escrita, quer dos movimentos das técnicas de combate. Assim sendo, precisamos entender "ambas as artes"...
Imagina agora escrever os ideogramas da palavra "Aikidō" com uma espada... primeiro na forma dos ideogramas que já conhecias, na forma padrão, da maneira didática e depois da forma cursiva, como estes que estão na minha capa... estes últimos não te parecem mais «livres» mas sem perder o significado?"
E - "Eu ainda estou muito "quadrada", tenho de seguir à risca os passinhos todos da escrita e da técnica."
J - "Exato! É necessário aprender os ideogramas originais, "a base", o fundamento ("Kihon" 基本) ... só depois passas para letras cursivas."
E - "Bem, mas para isso deve ser preciso preencher muito papel..."
J - "(^_^) «Treinar, treinar, treinar... e quando achares que "sabes": treinar, treinar, treinar!»"
E - "Sinto-me como a minha sobrinha, que está a aprender a escrever e faz muita força com o ponta do lápis no papel e agarra o lápis com muita força. Eu nas aulas de Aikidō devo ser assim: nas técnicas, no bokken e nos ideogramas."
J - "Estás agora a entender a relação caligrafia/artes marciais?"
E - "Sim (^_^), acho que sim."
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Basicamente, a relação entre a caligrafia SHODŌ 書道 e artes marciais BUDŌ 武道 japonesas reside no fato de que ambas precisam do treino básico sólido, da compreensão e repetição dos movimentos para, só depois, adquirirmos a nossa própria forma de expressão (escrita ou marcial) natural. E é por partilharem as mesmas características de treino e expressão que a caligrafia e as artes marciais japonesas estão tão ligadas. Quanto mais praticarmos, maior será a nossa capacidade de percepção do significado de "beleza artística" gráfica ou de combate.
« Transcrição do diálogo gentilmente autorizada pela Elisabete. »
Nota: Quando houver um diálogo que traga alguma coisa a ser considerada, irei colocá-los à apreciação de todos, pois podem sempre ser úteis para outras pessoas.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
97. Mais uma investida do Oss.
E quando o assunto da transcrição da palavra japonesa OSU parecia estar completamente fundamentado, eis que surgem mais argumentações para o uso do errado OSS. (^_^)
Mesmo sabendo que em japonês não há consoantes soltas, "etc. etc. etc.".
Agora, com novo ânimo, apegam-se convenientemente a camisetas e pins da JKF e ficam escandalizados por eu afirmar - e continuo a afirmar - que a JKF não é NENHUMA AUTORIDADE LINGUÍSTICA! (Comprovado pelas imagens difundidas como "verdade absoluta" a seguir)
Ou seja, usar camisetas e pins para justificar uma má transcrição prece-me ser uma teoria muito pouco sustentável!
Mas este pessoal quer lá saber de "sustentabilidade"? (^_^)
Eu até poderia sugerir uma "fundamentação" sobre esse "apego desmedido" a este assunto (embora pouco provável a nível linguístico),, mas que deixaria o pessoal do OSS mais feliz: basta dizer que "é um termo mundialmente conhecido e, portanto, justificável por si só!"
Basicamente: continuar com a conveniência e a acomodação! Tão criticadas, mas tão defendidas!
No meu caso em particular, não aceito uma explicação que não pode ser fundamentada, assim, eu prefiro usar um sistema «oficial» de transcrição fonética das palavras japonesas e, desta forma, apresentar uma informação o mais próxima da realidade possível... Se não é este o seu caso, nada o obriga a ler o que eu escrevo ou se importar com o que eu digo... (^_^) Porque, há muito, eu deixei de ler aquilo com o que eu não concordo!
Nota: Esta entrada no meu Blog apenas serve para dar resposta ao Sensei Inocentes sobre a nova "tendência" do OSS. (^_~) b Deixe-os falar!
Mesmo sabendo que em japonês não há consoantes soltas, "etc. etc. etc.".
Agora, com novo ânimo, apegam-se convenientemente a camisetas e pins da JKF e ficam escandalizados por eu afirmar - e continuo a afirmar - que a JKF não é NENHUMA AUTORIDADE LINGUÍSTICA! (Comprovado pelas imagens difundidas como "verdade absoluta" a seguir)
Mas se querem ir por esta via, ou seja, das "camisetas e pins" (^_^), então, também poderiam encontrar as seguintes imagens com a transcrição CORRETA: OSU - em camisetas, revistas, pins, capas para I-pad, campanhas pelo terremoto no Japão, etc. (imagens que não foram difundidas pelos defensores do OSS por irem contra as suas crenças,,por serem imparciais ou por serem inconvenientes àquilo que se propõem):
Ou seja, usar camisetas e pins para justificar uma má transcrição prece-me ser uma teoria muito pouco sustentável!
Mas este pessoal quer lá saber de "sustentabilidade"? (^_^)
Querem porque querem o OSS!! \ (^o^) /
Por isso, voltam à carga de tempos em tempos com o mesmo assunto, mas com "novas" ideias! Mas o que o pessoal destas "ideias fixas" sobre o OSS ainda não fez até o dia de hoje foi FUNDAMENTAR o uso OSS como sendo correto! Por que será?
Possivelmente, nem se importam em fundamentar seja o que for! O importante é que marquem a sua posição! "Marcar a posição"... Louvável, pouco racional se não fundamentada, mas louvável.
Por isso, voltam à carga de tempos em tempos com o mesmo assunto, mas com "novas" ideias! Mas o que o pessoal destas "ideias fixas" sobre o OSS ainda não fez até o dia de hoje foi FUNDAMENTAR o uso OSS como sendo correto! Por que será?
Possivelmente, nem se importam em fundamentar seja o que for! O importante é que marquem a sua posição! "Marcar a posição"... Louvável, pouco racional se não fundamentada, mas louvável.
Eu até poderia sugerir uma "fundamentação" sobre esse "apego desmedido" a este assunto (embora pouco provável a nível linguístico),, mas que deixaria o pessoal do OSS mais feliz: basta dizer que "é um termo mundialmente conhecido e, portanto, justificável por si só!"
Basicamente: continuar com a conveniência e a acomodação! Tão criticadas, mas tão defendidas!
Há gostos para tudo e muitas pessoas ficariam contentes com esta explicação!
No meu caso em particular, não aceito uma explicação que não pode ser fundamentada, assim, eu prefiro usar um sistema «oficial» de transcrição fonética das palavras japonesas e, desta forma, apresentar uma informação o mais próxima da realidade possível... Se não é este o seu caso, nada o obriga a ler o que eu escrevo ou se importar com o que eu digo... (^_^) Porque, há muito, eu deixei de ler aquilo com o que eu não concordo!
Nota: Esta entrada no meu Blog apenas serve para dar resposta ao Sensei Inocentes sobre a nova "tendência" do OSS. (^_~) b Deixe-os falar!
terça-feira, 4 de dezembro de 2012
96. SHITŌ-RYŪ, o emblema.
Aos bons instrutores, a todos que pesquisam, estudam ou tem curiosidade sobre Karate, em particular o estilo Shitō-Ryū 糸東流, eis mais um ponto a considerar quando transmitimos informação fundamentada.
Ontem eu estava a ler uma entrada no Facebook onde havia uma explicação sobre o significado do emblema da Shitō-Ryū... estava algo (mais ou menos) assim: "O círculo representa a paz e as linhas compõem os ideogramas para a palavra «pessoas»."
Olhei com mais calma para o emblema e, com boa vontade, com muuuuuuito boa vontade, fui capaz de identificar pelo menos 1 ideograma para a palavra "pessoa(s)"!
Mas, na minha mente, começou a ecoar a seguinte questão: mas será esta a explicação original?
Confuso?! (^_^) Vamos por partes para entenderem a minha dúvida.
Quanto ao círculo, acredito não terem qualquer dúvida onde está.
和 WA "Paz".
[Curiosidade (^_^) : A palavra WA, em japonês, também pode significar "círculo, roda, aro", daí, penso eu, a associação do círculo com a ideia de paz, porque ambas as palavras - «paz» e «círculo» - são homófonas (têm o mesmo som), mas usam diferentes ideogramas. No sentido de círculo, roda... o ideograma da palavra WA é 輪 ]
Mas encontrar algo que pareça com "pessoa(s)", "ser(es) humano(s)"... isso já fica mais complicado se não conhecermos o ideograma que indica esta palavra em japonês!
和 WA "Paz".
[Curiosidade (^_^) : A palavra WA, em japonês, também pode significar "círculo, roda, aro", daí, penso eu, a associação do círculo com a ideia de paz, porque ambas as palavras - «paz» e «círculo» - são homófonas (têm o mesmo som), mas usam diferentes ideogramas. No sentido de círculo, roda... o ideograma da palavra WA é 輪 ]
Mas encontrar algo que pareça com "pessoa(s)", "ser(es) humano(s)"... isso já fica mais complicado se não conhecermos o ideograma que indica esta palavra em japonês!
Assim, aqui está o ideograma para a palavra «pessoa(s)»:
人 JIN, NIN, hito, -ri, -to.
Como eu disse antes, com boa vontade, pode-se ver esse ideograma no lado direito, mas não no esquerdo. Por quê? Porque, de acordo com a ordem correta de escrita dos ideogramas, existe um outro ideograma que se parece muito com o ideograma "pessoas", apenas a ordem dos traços é que diferencia ambos. Este é o caso do ideograma a seguir:
入 NYŪ, NI(tsu), hairu, iru, ireru = "Entrar", "inserir(-se)", etc.
Como a dúvida é a mãe da pesquisa, fui à procura de respostas à minha questão:
Encontrei o seguinte site:
沖縄の家紋 - OKINAWA NO KAMON
"OS ESCUDOS DAS FAMÍLIAS DE OKINAWA."
De acordo com este site, este escudo - usado atualmente pelo estilo Shitō-Ryū de Karate-dō - foi criado por Oni-Ufu-gusuku-Ken'yū 鬼大城賢雄 e representa subdivisões de famílias, tais como Mabuni, Shabana, Akena, Uchimine, Kanegusuku, Kôchi, Nakamura, entre outras.
Eu poderia ainda citar outras fontes, mas as duas questões que o assunto agora levanta são:
1. Se o mesmo emblema pode ser usado por várias famílias, é natural que o significado possa variar e, portanto, deve-se saber realmente qual era o significado original (se havia algum) na origem da utilização na família Mabuni.
2. Qual era o significado original que Goeku Ken'yū 越来賢雄 - o autor do escudo - tinha em mente na época da sua criação e verificar se houve "alterações" com o passar do tempo.
Como eu não tenho conhecimento efetivo sobre o estilo Shitō-Ryū, fica o desenvolvimento deste assunto àqueles que têm curiosidade (e gostam de pesquisa e estudo) procurar as respostas o mais verdadeiras possível e apresentá-las de forma fundamentada e consistente.
(^_^)
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
95. O "SHIN" de "SHINGITAI".
Em regra
geral, em se tratando da transmissão de conhecimento, existem muitos conceitos
que causam bastante confusão no meio marcial. E a razão para o aparecimento destes
problemas de interpretação (no ocidente) sobre os conceitos japoneses reside na
falta de contexto onde estes mesmos conceitos devem ser aplicados.
Um destes
conceitos, bastante recorrente, é a expressão SHINGITAI 心技体, literalmente: “Espírito, técnica
e corpo”.
Como sempre,
vamos – em primeiro lugar – entender a expressão japonesa e só depois tecer os
devidos comentários.
Esta expressão
é composta por três ideogramas:
心 SHIN –
“Espírito”.
技 GI – “Técnica(s)”.
体 TAI –
“Corpo” ou “condicionamento físico”.
Antigamente, dizia-se
que o treino deveria ser feito de tal forma que a importância em cada área
fosse 60%, 30% e 10% respectivamente, dando atenção ao treino do “espírito” em
primeiro lugar, depois às técnicas e, por fim, ao condicionamento físico.
É simples entendermos sobre o que tratam as partes da “Técnica” e a parte do “Condicionamento
físico”, mas as coisas ficam bastante complicadas quando entramos no terreno “Espírito”.
Antes de tudo,
cumpre-me chamar a vossa atenção para o fato do que a abordagem a ser feita a
seguir representa a minha opinião e experiência pessoal no ensino desta
expressão àqueles com quem partilhei conceitos básicos japoneses e é uma forma
bastante simples para fazer entender algo que pode ser bastante complexo, dependendo do grau de profundidade dado a esta expressão. Além disso, testei os
conceitos a seguir na vida diária e comprovei que estes correspondem à realidade que eu vivi
e vivo.
Colocadas as
considerações iniciais, passemos à pergunta fundamental e crucial que origina qualquer
discussão ao redor desta expressão: “o
que é o espírito?”
É exatamente
neste ponto que 99,99% daqueles que abordam este assunto cometem as maiores
barbaridades! Por quê? Porque esquecem o mais elementar dos fatores: o
contexto! O “contexto” é capaz de explicar praticamente tudo a respeito das
artes marciais japonesas, desde que entendido corretamente. Falar sobre “espírito”
ou “espiritualidade” implica saber “onde” e “como” esta “espiritualidade” está
inserida quando da sua utilização num determinado contexto – neste caso, as
artes marciais.
Assim, em
primeiro lugar, é necessário “posicionar” o assunto no contexto correto!
Quando autores
ocidentais abordam o assunto SHINGITAI, frequentemente o ideograma SHIN “espírito”
remete a matéria para o campo da fé, da religiosidade, do misticismo, das “forças
invisíveis” e, portanto, “algo” forçosamente DEVE “justificar” esta linha de
pensamento!
Como este
pensamento orientado à religiosidade exige uma justificativa para a qual não há
qualquer fundamentação efetiva que o conecte diretamente com as artes marciais, os disparates
começam a surgir: atribui-se o termo “Zen” a quase TUDO que se faça a nível de
Budō (pois “algo” TEM DE “justificar” a religiosidade)... nem que seja um devaneio pouco racional!
Assim, de
forma bastante grosseira, irrefletida e simplista, abrevia-se «Espiritualidade
= Zen», porque no ocidente vemos “espiritualidade” SEMPRE ligada a uma “religião”
(católica, budista, judaica, etc). Consequentemente,
seguindo esta linha de pensamento, “as artes marciais têm de ter uma “religiosidade”
associada"!
ERRADO!
Se alguém com
um excelente condicionamento físico for ao chão e não tiver “espírito” (força de
vontade) para levantar… de que adianta o condicionamento físico?
Se alguém com
uma técnica impressionante não tiver “espírito” (vontade ou determinação) para
combater… de que adianta a técnica?
O que comprova
que o treino do “espírito” (aquilo que nos faz avançar e a superar as nossas próprias dificuldades) é «ou deveria ser», realmente, o ponto mais importante a ser trabalhado.
Se estivermos
em mau ou péssimo condicionamento físico, mas a nossa mente (“espírito”) disser
para levantarmos e continuar, então levantamos e continuamos! Se as nossas
técnicas não forem boas o suficiente, mas a nossa mente (“espírito”) disser para
continuarmos a lutar, então continuaremos a lutar!
Enquanto o “espírito”
ocidental está direta ou indiretamente ligado, realmente, a uma corrente “religiosa”
(seja ela qual for), a IDEIA de “espírito” a nível marcial pode ser direcionada
a determinado campo de atividade e NÃO implica necessariamente uma religião ou
filosofia específica. Por exemplo, no oriente, pode-se muito bem passar uma
vida inteira atrás da “iluminação” espiritual e nunca a atingir (devido a fatores
diversos) e – simultaneamente – ser um excelente guerreiro! Porque o “espírito”
marcial” nada tem a ver com o “espírito religioso”! É justamente a respeito
do “espírito marcial”, do “espírito de guerreiro” que faz referência a
expressão SHINGITAI… Não está escrito em parte alguma que o SHINGITAI tem a ver
com alguma religião ou filosofia em particular! Esta “suposição” pouco
refletida é coisa “recente”.
O “espírito
marcial” a que se refere a expressão SHINGITAI é a nossa determinação, é a
nossa vontade, o nosso empenho particular. É a nossa honra, a nossa moral, a nossa
ética, a nossa “retidão espiritual”. E isso é visível nas palavras dos mestres antigos:
佛神は尊し佛神をたのます。“Mesmo que
Buda e os Deuses sejam importantes, não dependa das suas providências.”
Miyamoto
Musashi – in "Os 21 preceitos do Dokkōdō."
正勝吾勝勝速日。“A vitória
será verdadeira, justa ou correta na medida em que for sobre nós mesmos e todos
os dias temos a chance de alcançá-la.”
Ueshiba
Morihei – Fundador do Aikidō.
力必達。“Se
alguém se esforçar (realmente), atingirá os seus objetivos.”
Kanō
Jigorō – Fundador do Jūdō.
Nestes
casos há referência ao esforço pessoal, sendo que Miyamoto vai mais longe e diz
que (na hora do combate) o melhor é contar consigo mesmo. Mas,
também é sabido que a cultura do “esforço pessoal” tem sido bastante menosprezada
nestes últimos tempos… “A Lei do menor esforço”, dizem.
Portanto,
o SHIN, o “espírito” de SHINGITAI não traz em si qualquer religiosidade, é apenas a expressão do nosso esforço diário, dentro ou fora do Dōjō, ajudando-nos a levantar a cada queda, com determinação e empenho - tornando-nos mais fortes a cada dia, independente da idade, sexo, constituição física ou grau técnico, pois é isso
que se espera de um guerreiro e, de forma bastante simples, nada tem a ver com uma
religião ou filosofia específica (sendo que estas podem, na realidade, auxiliar
o processo de fortalecimento mental do praticante).
Para finalizar, por
SHIN "espírito" entenda-se a seguinte expressão: 倒れて後止む。”Só
pare de lutar DEPOIS de morto!”
domingo, 11 de novembro de 2012
94. Reflexões - Exames de Graduação.
Não
há escola de artes marciais japonesas – a nível mundial – que não tenham exames
de graduação. E esta afirmação é válida para diversas artes, tais como: o
Karate-dō 空手道,
Jūdō 柔道,
Aikidō 合氣道,
Kenpō 拳法,
Ninpō 忍法
(superficialmente chamado de Nin-jutsu), Shin-jūjutsu 新柔術 (“o
Neo-jūjutsu”) etc..
Independente
das razões – plausíveis ou não – a realidade dos exames de graduação parece ser
a mesma nos quatro cantos do planeta, isto é, os resultados são normalmente bastante
previsíveis.
Assim sendo,
para esta “breve” reflexão, vou dividir o assunto da seguinte maneira:
1. Os
requisitos mínimos para o exame.
2. O programa
do exame.
3. O exame
propriamente dito.
4. O resultado
do exame.
Portanto,
vamos ao que interessa:
1. OS REQUISITOS MÍNIMOS PARA O EXAME.
Os problemas
começam aqui…
O que se entende REALMENTE por “requisitos
mínimos”?
Vamos começar
pelo “elementar”: não existe duas pessoas iguais, portanto, o que pode ser
mínimo para um pode ser o máximo para outro (em termos bastante exagerados).
Contudo, é indiscutível que as pessoas não têm a mesma velocidade de
aprendizado e, por isso, dificilmente se conseguiria um “requisito mínimo” que
satisfizesse todas as condições existentes em um determinado Dōjō.
Alguém agora
vai contrapor:
“Os requisitos mínimos foram feitos com
base em uma média ponderada do número de alunos existentes dentro de
determinada modalidade!”
Ao que eu vou
responder:
Isso é uma explicação estúpida!!
E por que eu
digo isso? Basicamente, a ser verdade essa treta da “média ponderada” (eu já
ouvi tal desculpa algumas vezes), a estatística a respeito dos requisitos
mínimos deveria ser feita de forma dinâmica, isto é, alterada periodicamente a
fim de refletir os alunos novos que entram e alguns alunos que saem.
Sejamos
honestos: isso NUNCA é feito!
No decorrer da
linha temporal de um determinado estilo, alguém determinou os requisitos
mínimos e estes vieram para ficar, sem que tenham qualquer fundamentação lógica.
Assim, dizer que os requisitos mínimos refletem alguma “média geral” é um
disparate completo!
Mas, quer
gostemos ou não, os requisitos mínimos existem (em algumas escolas). Portanto,
o que vem a seguir é:
“Para que servem tais requisitos mínimos?”
«Teoricamente»
os requisitos mínimos seriam aquelas condições limites que, se não satisfeitas,
impediriam ao candidato o acesso ao exame de graduação.
Isso é
bastante questionável tendo como base o fato de as pessoas serem diferentes
entre si e, portanto, seria necessária uma tabela de requisitos flexível…
Mas, na vida
real, estas condições são “obedecidas” com base no que está definido e pronto.
Assim, mesmo que pouco racionais, os requisitos servem para impedir
determinados embaraços em se tratando de nivelar os candidatos a determinada
graduação.
2. O PROGRMA DO EXAME.
A situação
continua a deteriorar a cada instante que avançamos neste assunto, porque, por
incrível que isso possa parecer, o assunto “PROGRAMA DO EXAME” ainda é tabu em
algumas escolas! A falta de transparência e mistério que apresentam algumas
escolas e instrutores a respeito do programa de exame é, por si só, um sinal alarmante
de que algo não está bem.
E qual é o
motivo deste “véu de mistério” que envolve o programa do exame? Isso é simples:
porque muitas escolas realmente não têm um programa de graduações definido!
Nestes casos, o exame é uma mistura de coisas feitas às pressas (nas coxas) com
um punhado de coisas pedidas ao acaso… onde aqueles alunos que são “mais
amiguinhos” do instrutor (ou submetidos a outras situações mais obscuras) sempre
saem com a graduação pretendida, infelizmente.
Novamente,
vamos começar pelo princípio respondendo à pergunta:
“O que é um programa de exame?”
«Teoricamente»
um programa de exame é a descrição do conhecimento e técnicas fundamentais que um
candidato à determinada graduação deve saber. Sendo progressivo e acumulativo,
isto é, o programa indica de forma sequencial todo o conhecimento que deve
possuir o candidato para o exame a que se propõe sendo que este sempre irá acumular
os programas precedentes.
Até aqui, nada
de novidade…
A questão
agora é:
“A respeito de que «conhecimento» estamos a
falar?”
Eis um dos
pontos fulcrais dos exames de graduação!
Na esmagadora
maioria das escolas de artes marciais japonesas a nível MUNDIAL, quando falamos
de «conhecimento» referimo-nos apenas às questões “práticas” de determinada
arte, sendo que as questões “teóricas” são apenas raramente mencionadas ou não
existem de todo (e, quando existem, apenas aparecem nos exames para faixas
pretas)!
Nas boas
escolas, aquelas que seguem uma linha tradicional de ensino japonês, o programa
inclui «conhecimento» teórico e prático, pois é a teoria fundamenta a prática.
Nas “outras” escolas, o aspecto “prático” dita 100% do exame.
Não quero
dizer que as “outras” escolas estejam “erradas”, apenas contemplam 50% daquilo
que deveria ser ensinado a respeito de determinada arte marcial, mas isto já é
uma questão de escolha de cada instrutor em particular. Como tudo, é minha opinião
pessoal que há bons instrutores e que existem os “outros”.
Não vou
comentar sobre isso, porque é um assunto que pode ser amplamente visto aqui no
meu blog na parte de Bunbu-ichi e a sua respectiva fundamentação.
3. O EXAME PROPRIAMENTE DITO.
Bem. Sem blá
blá blá inútil e tretas transcendentais:
“O que vemos na realidade (excetuando as
boas escolas)?”
Marca-se um
final de semana para serem verificados apenas os aspectos “práticos” de uma determinada
arte e... fim!
Mesmo que
pareça «só isso», há de se saber ler nas “entrelinhas” do que acabou de
ocorrer! Para começar, existem três tipos de exames identificáveis à partida:
1.
O exame de Kyū (faixas coloridas). **
2.
O exame de Shodan (faixa preta inicial). **********
3.
O exame de Dan (faixas pretas subsequentes). *****
(Os asteriscos
são os graus de dificuldade de 0 a 10.)
Observem que
eu nem vou entrar no assunto sobre as diferenças entre “graduações de faixas pretas" e as “graduações de instrutor”… (^_^)
Pois bem, em «regra geral», os exames das graduações
coloridas são bastante flexíveis e, em certa medida, bastante adaptáveis. O
grau de exigência é baixo ou baixíssimo e não se dá a importância aos detalhes.
Quando o
candidato chega à faixa marrom/castanha deverá ser submetido ao exame para a
faixa preta inicial… aqui as coisas ficam mesmo feias! Deixa-se um período de
uma certa liberdade e facilitismo e entra-se no “ritual de passagem”, quando o
aluno deixa as faixas coloridas para trás (literalmente) e passa a ser um
Sensei (sem saber o que isso significa realmente). Ao faixa marrom é exigido
tudo e mais além.
Por fim, chega-se
aos exames de Dan, novamente o grau de exigência cai consideravelmente e assim
será até ao final da vida de praticante.
Estas são «regras
gerais», ou seja, aquilo que é mais fácil de encontrar quando se assiste a um
exame de artes marciais japonesas. Naturalmente, as exceções confirmam as
regras, portanto, não é algo “absoluto” (piores e melhores exemplos são
encontrados).
4. O RESULTADO DO EXAME.
Considerando-se
todo o universo dos praticantes de artes marciais japonesas a nível mundial,
pode-se afirmar – com certeza – que estatisticamente, o número de reprovações num
exame de graduações tende à inexistência. Mesmo que reprovações ocorram, elas
não são – nem de longe – um número a ser considerado em comparação ao número de
aprovações.
Sendo isto
verdade, analisemos os casos de reprovação.
Tenho visto, em
exames de diversas artes marciais japonesas, os instrutores chegarem perto do candidato e dizerem: “falta-te isto,
falta-te aquilo…”. Mas até hoje, eu NUNCA ouvi um instrutor dizer: “faltou-me ensinar-te isto,
faltou-me treinar-te mais naquilo.” no final de um exame...
Atribuem-se
más notas, maus desempenhos aos alunos, mas sendo uma dinâmica conjunta, o duo
instrutor/aluno são, ou deveriam ser, ambos avaliados... por ser esta a forma mais justa!
Quando alguém
vai a exame, as coisas que se esperam são. “nervosismo” (por saber (ou não) o
que está em jogo), precipitação e pressa em fazer as técnicas ou responder às
questões teóricas. Coisas pelas quais todos nós passamos. Quando fazemos exame com
instrutores que nos conhecem, alguns levam em consideração tais fatores, outros
instrutores (para passar uma imagem de "duros"), nem por isso. Mas pode-se contar sempre com pessoas "estranhas" nos exames
para faixas pretas e, nestes casos, a compreensão do instrutor de nada irá
valer e, portanto, apenas o conhecimento e treinos efetivos serão realmente úteis.
Agora vem a
minha opinião pessoal, aquilo que eu "acho" que deveria ser feito (^_^)… Quando de um exame, tanto o aluno como o instrutor respectivo deveriam ser chamados ao centro do Dōjō, sendo que o "examinado" seria o aluno e
o resultado do exame seria atribuído a ambos (aluno e instrutor), porque o aluno é o produto do (bom
ou mau) ensino de determinado instrutor em particular.
Isso lembra-me
o caso de Ōyama Masutatsu, no campeonato mundial aberto de artes marciais
em 1973, onde ele disse que cometia seppuku (matava-se) se o seu estilo não
vencesse a competição. Retirou a espada da bainha, colocou ao seu lado e ficou sentado à espera do resultado final. Naturalmente,
os seus alunos venceram a competição porque ele sabia o que ele tinha ensinado!
Foi como um tapa com luvas de pelica na esmagadora maioria dos instrutores de hoje em dia (ocidentais ou orientais): “Eu sei o que eu ensinei e garanto o
resultado dos alunos que formei!”
Face o exposto acima, para
concluir esta breve reflexão, resta-me apenas lembrar que o produto, o bom ou mau
aluno também depende do bom ou mau instrutor e o desempenho ou resultado de um candidato
a um exame de graduação (seja a graduação que for) está na razão direta do ensino recebido e determinação em fazer um bom exame demonstrada pelo aluno.
Concluo, portanto, que não ensinar e cobrar é estupidez (pura e dura)!
domingo, 30 de setembro de 2012
sábado, 29 de setembro de 2012
92. Falemos sobre... Tatuagens!
Hoje vamos "aliviar a pressão" e falar de um outro assunto relacionado com as culturas orientais, isto é, tatuagens que envolvam ideogramas que se referem aos signos do zodíaco.
Naturalmente, não dei a minha opinião, pois o rapaz estava muito feliz com a sua tatuagem! (^_^)
Como podem ver, os problemas de pesquisa não são exclusivos das artes marciais... estão em todos os assuntos que envolvam a cultura nipônica.
Outro "motivo" bastante procurado pelos ocidentais quando da tatuagem são os seus nomes próprios... Aqui a situação fica mesmo "fora de controle".
Existem regras específicas a serem observadas a respeito da escrita de palavras estrangeiras (não japonesas) utilizando os caracteres japoneses (estas regras podem ser encontradas nas publicações de Fundação Japão).
A não observação destas regras ortográficas leva a que muitas pessoas tenham tatuado coisas que não refletem os seu nomes verdadeiros e, consequentemente, aparecem "distorções"... o problema é que - teoricamente - a tatuagem vai ser para toda a vida!
Esse assunto traz-me à memória outra matéria bastante cheia de "problemas" de escrita japonesa...
Não vi ainda isto acontecer em Jūdō (talvez por os estágios com mestres Japoneses serem bastante restritos) e tendo pouquíssima experiência em Aikidō, também não vi este fenômeno acontecer nesta arte, mas no Karate... isso é bastante comum acontecer:
Há algum tempo atrás, um conhecido veio mostrar-me a sua tatuagem que representava o seu signo zodiacal oriental...
Ele estava todo feliz por ter tatuado "Tigre" no braço...
Mas como é que se diz para uma pessoa que ela não tem tatuado no braço exatamente aquilo que pensava?
Algo que vai ficar para a vida (ou para remover vai ser uma chatice).
Algo que vai ficar para a vida (ou para remover vai ser uma chatice).
Isso leva-nos a............. exatamente: mais PESQUISA!
Tecnicamente falando, "pesquisa" não por parte de quem quer uma tatuagem, mas por parte de quem FAZ a tatuagem.
A nível de escrita Chinesa ou Japonesa, há uma grande diferença entre o "signo zodiacal" e o "animal real"... basta ver no quadro a seguir.
Pois bem. Este meu conhecido tinha o "animal real" tatuado no braço e não o signo zodiacal.
Não sei se era exatamente isso que ele queria, mas a verdade é que, ao entrar na loja para ser tatuado, ele tinha em mente o seu signo zodiacal, mas levou tatuado o animal real.
Naturalmente, não dei a minha opinião, pois o rapaz estava muito feliz com a sua tatuagem! (^_^)
Como podem ver, os problemas de pesquisa não são exclusivos das artes marciais... estão em todos os assuntos que envolvam a cultura nipônica.
Conforme dito na entrada anterior: se não sabe, pergunta para quem sabe!
PRINCIPALMENTE se o assunto envolver tatuagens!
PRINCIPALMENTE se o assunto envolver tatuagens!
Outro "motivo" bastante procurado pelos ocidentais quando da tatuagem são os seus nomes próprios... Aqui a situação fica mesmo "fora de controle".
Existem regras específicas a serem observadas a respeito da escrita de palavras estrangeiras (não japonesas) utilizando os caracteres japoneses (estas regras podem ser encontradas nas publicações de Fundação Japão).
A não observação destas regras ortográficas leva a que muitas pessoas tenham tatuado coisas que não refletem os seu nomes verdadeiros e, consequentemente, aparecem "distorções"... o problema é que - teoricamente - a tatuagem vai ser para toda a vida!
Esse assunto traz-me à memória outra matéria bastante cheia de "problemas" de escrita japonesa...
Não vi ainda isto acontecer em Jūdō (talvez por os estágios com mestres Japoneses serem bastante restritos) e tendo pouquíssima experiência em Aikidō, também não vi este fenômeno acontecer nesta arte, mas no Karate... isso é bastante comum acontecer:
Quem é que ainda não viu em estágios de Karate com mestres japoneses, os ocidentais levarem as faixas para que os mestres escrevam os nomes dos praticantes em Japonês na mesma?
Pois bem, como poucos ocidentais têm conhecimento sobre as diferenças ortográficas entre japonês e as línguas com alfabeto latino, o que acontece na maioria das vezes é terem os seus nomes mal escritos (não intencionalmente ou por falta de zelo do mestre japonês, mas porque o idioma japonês não tem consoantes soltas, consoantes isoladas frequentemente encontradas nos nossos nomes ocidentais... e faltam também alguns fonemas (sons) para que se possa escrever corretamente alguns nomes ocidentais) pelos referidos mestres japoneses.
Portanto, na eventualidade de entregar a sua faixa para colocar o seu nome em japonês, esteja ciente de que há uma grande probabilidade de o seu nome ser escrito errado (inadvertidamente).
Portanto, na eventualidade de entregar a sua faixa para colocar o seu nome em japonês, esteja ciente de que há uma grande probabilidade de o seu nome ser escrito errado (inadvertidamente).
Esta situação pode ser vista, como eu disse, nos estágios de Karate ou... (aqui a coisa fica mais "estranha") em CERTIFICADOS de graduações que apresentam os nomes dos seus detentores ocidentais mal escritos em japonês.
Existem sites que convertem os nomes ocidentais em KATAKANA (o silabário japonês antigo) que é o conjunto de caracteres utilizados para escrever nomes "não japoneses".
Portanto, mais uma vez, um pouquinho de pesquisa prévia pode resolver, minimizar ou prevenir alguns destes problemas.
(^_^)
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