quinta-feira, 26 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
205. "O KI" é isso?!
Não
há, nas Artes marciais Japonesas ensinadas atualmente, algo tão falado, tão “teorizado”
como uma “energia vital” – chamada “KI” em japonês – que deve ser utilizada
durante a vida do iniciado marcial…
Mas
a grande realidade é que o conhecimento mínimo necessário para “saber” (e ensinar)
os assuntos específicos e os tópicos importantes relacionados com esta “energia
vital” parece terem sido perdidos com o passar do tempo.
No
meu caso em particular, a “energia vital” sempre teve o seu lugar na minha “lista
de coisas a saber”, mas sempre surgiam outras dúvidas mais “urgentes” para as
quais eu tinha de ter resposta imediata, dúvidas tais como:
-
Por que Miyamoto Musashi usou caracteres Sânscritos quando escreveu o Gorinsho?
-
Por que Buzāganashii é usado no Gōjūryū?
-
Por que se dizia haver três polos de prática de Karate em Okinawa?
-
Por que era questionável a divisão dos Kata de Karate feitas por Funakoshi
Gichin?
E
assim por diante.
No
momento tenho respostas fundamentadas e verificáveis para todas estas dúvidas,
mas as respostas só vieram com bastante trabalho e pesquisa… trabalho que
solidificou no que eu tenho por “conhecimento pessoal”.
Contudo,
nos últimos anos, com a constante “desmitificação” das artes marciais japonesas
através da pesquisa e estudo sérios, tornou-se bastante evidente que o assunto “energia
vital” tão falado pelos mestres antigo, “tinha” papel importante na história
das Artes Marciais orientais, mas a sua importância foi substituída pelo
misticismo irrefletido.
Neste
mês, então, resolvi que deveria “saber” o que é, como se processa no interior
do corpo humano e as aplicações reais em combate desta “energia vital”.
Iniciados
os trabalhos de pesquisa histórica e de prática sistemática de exercícios com
objetivo de “conhecer” esta energia, fiquei inacreditavelmente surpreso com os
resultados visíveis após uma semana de prática de “exercícios de
correção do fluxo desta energia”!
Não
só passei a me sentir com muito mais disposição física durante o dia inteiro como
– agora que estou a rever todos os kata de base do Gōjūkai – as técnicas apresentam-se
com bastante mais “Kime”, podendo ser feitas por mais tempo sem cansaço.
Como
sou bastante cético, tendo em consideração o conhecimento precário (quase
inexistente) que eu ainda tenho sobre este assunto neste momento, ocorreram-me
duas teorias (a serem verificadas na medida do desenvolvimento e solidificação do
conhecimento a este respeito):
1ª
teoria – O assunto “energia vital” (KI) não passa de um “placebo”, isto é, “um
remédio que não faz absolutamente nada, mas o paciente acredita na cura e,
portanto, o remédio “parece fazer efeito”… ou seja o paciente auto
sugestiona-se e o “milagre” acontece.
2ª
teoria – O assunto “energia vital” (KI), na realidade, apresenta resultados
significativos e compreensíveis a nível de condicionamento físico e,
consequentemente, deve ser melhor entendido por todos que realmente seguem as
tradições das artes marciais japonesas.
Uma
coisa é certa: a medicina oriental tem mais de quatro mil anos de prática, a
medicina ocidental… bem, tem bastante menos idade, contudo os focos de
tratamento de ambas são bastante distintos, enquanto uma vê o paciente como um “organismo
único”, a outra vê a doença como causa a ser eliminada… Ambas medicinas e suas formas
de ver o ser humano têm seus pontos fortes e pontos fracos… Mesmo que este
assunto não seja a minha preocupação iminente, vai ser necessário abordá-lo a fim
de poder entender como as antigas artes marciais eram praticadas em se tratando
de pontos a atacar.
Contudo,
duas semanas a aprender não são absolutamente NADA em se tratando de “conhecimento
efetivo”… as únicas duas coisas que pude concluir, com certeza, nestes últimos dias
foram:
1
– Com o assunto “energia vital” (KI), vou ter assunto de pesquisa até morrer!
2
– E é mais do que óbvio que vou morrer sem saber tudo que gostaria de saber!
segunda-feira, 28 de abril de 2014
204. Pensar não custa nada...
Para começar a falar sobre "pensar", preciso do diagrama de KATA da Gōjūkai...
Esta é a lista dos Kata da Gōjūkai... porque eu acho que está na hora de eu voltar a ver "o básico". (^_^)
Assim sendo, nesta lista estão:
Fukyū no Kata - criados por Yamaguchi Gōgen.
Kihon no Kata - criados por Miyagi Chōjun.
Heishu no Kata - criados por Higaonna Kanryō (1) e Miyagi Chōjun.
Kaishu no Kata - criados (2) por Rū Rū Kō.
Tokutei no Kata - criados por Yasmaguchi Gōshi.
c) Com que autoridade Miyagi Chōjun "simplificou" o Sanchin que havia sido "alterado" por Higaonna Kanryō após o ter aprendido de Rū Rū Kō?
Alguns podem dizer que o Karate "evoluiu" e, por isso, as alterações necessárias... Se isto é verdade, cada novo presidente de uma organização de Karate irá deixar o seu cunho no estilo que dirige e, dentro de alguns anos, não seremos capazes de identificar a linhagem e características do estilo que praticamos nem o que supostamente foi deixado como legado pelos mestres que criaram o estilo que praticamos. (Não preciso falar sobre a omissão do Ibuki nos Kata da Gōjūkai... ou preciso?)
Assim sendo, nesta lista estão:
Fukyū no Kata - criados por Yamaguchi Gōgen.
Kihon no Kata - criados por Miyagi Chōjun.
Heishu no Kata - criados por Higaonna Kanryō (1) e Miyagi Chōjun.
Kaishu no Kata - criados (2) por Rū Rū Kō.
Tokutei no Kata - criados por Yasmaguchi Gōshi.
-----------
(1) Na verdade, Higaonna Kanryō não
"criou" o Sanchin, apenas alterou o kata original para se adaptar às
suas ideias. Ideias que foram passadas a Miyagi Chōjun... que, por sua vez,
incorporou-as no seu estilo de Karate Gōjūryū.
(2) "Criados por Rū Rū Kō" é uma expressão
bastante "forte" usada por muitas fontes de consulta. É
"forte" porque, historicamente, estes Kata foram apenas
retransmitidos a Higaonna Kanryō por Rū Rū Kō (sendo, este último, uma figura
marcial sobre a qual não se tem qualquer informação oficial exata).
========================================
O que nos leva a algumas questões bastante óbvias
sobre o Gōjūryū e o posterior Gōjūkai (apesar de estas perguntas não serem,
convenientemente, debatidas):
a) Uma vez que "alterar" o original ou
"adicionar" interpretações pessoais parecia não trazer qualquer problema
para os mestres antigos, podemos afirmar com 100% de certeza que Rū Rū Kō também não teria alterado
ou adicionado suas ideias ao que ensinou a Higaonna Kanryō?
b) Com que autoridade Higaonna Kanryō altera o Kata
Sanchin "original" (?) que havia aprendido na China através de Rū Rū Kō?
c) Com que autoridade Miyagi Chōjun "simplificou" o Sanchin que havia sido "alterado" por Higaonna Kanryō após o ter aprendido de Rū Rū Kō?
d) Com que autoridade Yamaguchi Gōgen copia e altera
os Taikyoku (originalmente "adicionados sem autorização prévia" por Funakoshi Gichin ao Karate que
veio de Okinawa)?
e) Com que autoridade Yamagushi Gōshi
"adiciona" os Tokutei no Kata ao estilo Gōjūkai que também já havia
sido alterado por Yamaguchi Gōgen?
Existem muitas outras perguntas que não são feitas,
como as recentes "revisões" aos estilos de Karate e alterações com
objetivo de padronizar de uma ou outra forma os inúmeros estilos que se dizem
tradicionais etc.. Mas nós NÃO questionamos os "mestres antigos" (isto é, não questionamos mestre algum)!
Sacrilégio?! Heresia? Blasfémia? (^_^) Eu chamo de
"questionamento válido".
Acho apenas "interessante" o fato de
algumas pessoas ainda ousarem dizer que os seus estilos são
"tradicionais" quando é mais do que sabido que, em regra geral, não há estilo de
Karate que não tenha sido alterado, comparando-se com a sua versão praticada "originalmente",
em algum momento da sua história.
Por outro lado, não nego a necessidade de terem sido implementados os "Kata de base" (KIHON NO KATA) e os "Kata de difusão" (FUKYŪ NO KATA) com a necessidade de abranger maior fatia social á pratica do Karate nas épocas em que foram criados a fim de facilitar a vida dos japoneses com aquela nova arte que vinha de Okinawa.
Contudo, custa-me aceitar as adições dos TOKUTEI NO KATA porque, por si só, estas adições partem de princípios pouco racionais: "são Kata com «profundos significados» e que só podem ser compreendidos por 6º Dan ou graduações superiores".
Isto tem como base premissas profundamente questionáveis:
1º - Parte do princípio muito duvidoso que ao atingir uma graduação elevada, uma pessoa, automaticamente, cairia num nível de "iluminação marcial"... Os incontáveis exemplos na vida real já demonstraram que isto não é verdade. (Nem é necessário citar exemplos.)
2º - Parte de outro princípio bastante duvidoso que pessoas com graduações inferiores a 6º Dan são incapazes de interpretar ou entender o que Yamaguchi Gōshi quis transmitir ao criar estes Kata... Eu acredito que se formos capazes de explicar tudo de forma simples é porque entendemos o que explicamos. Transformar o Karate em assunto "pomposo" é, ao meu ver, obra de quem realmente não percebe o que está a transmitir (seja a pessoa que for). "Mas ele é um super-hiper-mega-giga-mestre..." Pode até ser, mas que não sabe transmitir o Karate, lá isso não sabe!
3º - Esse tipo de "elitização" dos Kata apenas aumenta a miserável "corrida aos Dan", aquela coisa do "eu tenho mais Dan do que tu" ou "olha quantos diplomas que eu tenho pendurados nas paredes"... uma vez que para aprender estes novos kata deve-se, obrigatoriamente, ter uma graduação elevada (e traz ainda tudo que é inerente a esta prática pouco honesta de ensino marcial, tais como "politicagens", "politiquices" e muito "comer e calar ou bajular e ganhar"!
Eu próprio estive a ver as execuções do Genkaku e Chikaku... Tenho certeza que, numa vida, eu não tenho tempo suficiente para dominar os Kata de base do meu estilo! Estes "novos" kata para "pessoas especiais" estão fora da minha prioridade de aprendizagem (mesmo porque eu não tenho graduação elevada o suficiente para atingir a tal "iluminação marcial").
A minha esperança é que não se adicionem ainda mais coisas ao que já foi alterado, para que não se complique ainda mais o que antigamente era mais simples!
Alguns podem dizer que o Karate "evoluiu" e, por isso, as alterações necessárias... Se isto é verdade, cada novo presidente de uma organização de Karate irá deixar o seu cunho no estilo que dirige e, dentro de alguns anos, não seremos capazes de identificar a linhagem e características do estilo que praticamos nem o que supostamente foi deixado como legado pelos mestres que criaram o estilo que praticamos. (Não preciso falar sobre a omissão do Ibuki nos Kata da Gōjūkai... ou preciso?)
Isto tudo, de fato, vem a comprovar inequivocamente que os estilos de "Karate originais", por terem menos
"adições ou interpretações pessoais", podiam dar-se ao luxo de dizer coisas "absurdas",
tal como:
一型參年
"HITO KATA SAN NEN!"
"Um Kata, três
anos"!
A ser assim e pensando apenas um pouquinho, só de Taikyoku seriam 30 anos de treino!!!! (^_^)
segunda-feira, 24 de março de 2014
203. O famoso "DŌ".
Se tem algo que eu não entendo nas artes marciais ensinadas atualmente é a verdadeira veneração que algumas pessoas fazem à volta do termo "DŌ", como se este fosse "tudo" que uma arte tem a oferecer.
Falam, escrevem, teorizam e, em muitos caos, colocam em prática algumas atitudes verdadeiramente disparatadas em nome deste mesmo "DŌ".
Mas, se este "DŌ" NUNCA está isolado numa expressão japonesa (se estivesse só - como sendo uma palavra única - NUNCA seria pronunciado ou lido como "DŌ", mas "MICHI") referente às artes marciais, por que não se fala, com a mesma paixão, entusiasmo e veneração sobre os termos e expressões que antecedem este termo?
Por exemplo, Jūdō ("O Caminho da Suavidade") é composto por Jū+dō; Aikidō ("O caminho da União dos Espíritos") é composto por Ai+ki+dō; Kyūdō ("O caminho do Arco (e flechas)") é composto por Kyū+dō;, Kendō ("O Caminho da Espada") é composto por Ken+dō... e mesmo Karatedō ("O Caminho das Mãos Vazias") é composto por Kara+te+dō! (1)
Mas ninguém cria blogs, páginas na internet, livros, revistas a respeito dos termos que vem ANTES, isto é, termos como Jū-, Aiki-, Kyū-, Ken-, Karate-, etc.. Ah! Mas o "DŌ"... este é "Zen"!! Dizem.
Então, pode-se concluir que a arte como um todo vale menos do que a arte abreviada, resumida a uma palavra que significa "uma via" ou "um caminho" que - em muitos casos - chega às raias da magia e do misticismo exacerbado, sem que nada fundamente tal atitude...
Será isto "o Caminho, a Via Marcial" deixado pelos antigos mestres?
Será só este o nosso entendimento efetivo daquilo que praticamos ou entendemos como vias marciais?
Será que alguém tem algo a ganhar com isso, quero dizer, com a redução do entendimento e conhecimentos mais abrangentes?
Será que esta veneração exagerada é feita com algum propósito menos claro? (Considerada a situação atual de apego quase cego a uma "via" ou "caminho" que não se compreende bem, qualquer hipótese que possa explicar este "fenómeno" é tão válida e boa como qualquer outra.)
Não estaremos a "sobrevalorizar uma parte" em detrimento do "todo"?
Esta deturpação da real compreensão do que seja verdadeiramente "o caminho", "a via" já está tão enraizada no subconsciente dos praticantes que chega a toldar as suas visões, cegando-os para o que realmente praticam.
(In)felizmente, meus amigos, o "caminho" que escolhemos a nível de artes marciais começa com a "orientação", e esta orientação é dada palas palavras (ideogramas) que «antecedem» este mesmo ideograma "DŌ".
------------------------------
(1) É verdade que há inúmeras teorias (umas mais credíveis do que outras) sobre o ideograma KARA da palavra KARATE, desde a sua origem em Okinawa até a sua posterior adaptação e utilização em território japonês, mas esta discussão não vem ao caso neste momento.
domingo, 22 de dezembro de 2013
202. Como chegamos até aqui?
Pode-se resumir os problemas das Artes Marciais Japonesas a fatos concretos:
Vou começar pelo "ensino base"...
1 - 文武一 BUNBU ICHI. Este é o primeiro pilar das artes marciais japonesas: "O estudo da literatura (marcial) e a prática (marcial) são uma única coisa". Não há necessidade de ser um "Einstein" para simplesmente ler e interpretar o que significa esta expressão. Mesmo assim, vou explicar de forma simples: «ESTUDAR» e «TREINAR» têm a mesma importância! Agora...
2 - 心技体 SHINGITAI. Este é o segundo pilar das artes marciais japonesas: "Espírito, Técnica e Corpo". Esta é a sequência CORRETA daquilo que importa no treino marcial. Mas este conceito é muito mais difícil de entender e por em prática... porque a maioria esmagadora dos instrutores não faz a menor ideia do que seja "Espírito" e como desenvolvê-lo. Para piorar a situação, para "ensinar" este conceito, deve-se "viver" o conceito! Daí, o número de instrutores que têm esta formação serem extremamente raros! (Consigo contar, usando os dedos de uma única mão, aqueles instrutores que eu conheci e que são capazes de o fazer.)
Portanto, o erro começa na base!
Agora, passemos para o "ensino elementar"...
1 - Falta PESQUISA e, por isso, um grande número de instrutores "inventa", acrescenta "interpretações pessoais" e "verdades" que inicialmente nunca existiram nas artes marciais originais.
*** Resolução do problema: ESTUDO e PRÁTICA!
2- Em consequência do número anterior, alguns fatos vão sendo transmitidos e retransmitidos de forma errada, aumentando a distância entre o que é correto e o que "parece correto".
*** Resolução do problema: ESTUDO e PRÁTICA!
3 - A vida É no seu dia a dia... quero dizer, DEVERIA SER um prolongamento do comportamento no Dōjō. Infelizmente, hoje em dia vê-se apenas "Faz o que eu digo, não faz o que eu faço".
Este tipo de instrutor esquece que o ensino/aprendizagem também é feito através de EXEMPLO.
Ou seja, deve-se "viver e demonstrar" o que se ensina!
Mais uma vez, "infelizmente", muitos Instrutores só pensam em "aparentar ser um mestre Zen" no Dōjō, mas são vistos frequentemente a serem completos inaptos à realidade cotidiana.
*** Resolução do problema: VIVER aquilo que se está a transmitir. Para VIVER é necessário SABER. Para SABER são necessários QUESTIONAMENTO, ESTUDO e PRÁTICA. Não basta "parecer ser", deve-se "ser" realmente.
4 - "Ensinar apenas o que se sabe". Isto pode parecer um pouco mais complexo, mas pode ser "avaliado" de forma simples. Basta fazer uma pergunta a nós mesmos: "Eu SEI aquilo que eu estou a ensinar sem sombra de dúvida?" Ou "Tenho respostas para as minhas dúvidas (ou dúvidas dos meus alunos)?".
Na verdade, sabemos pouco e queremos ensinar muito. Aprende-se um par de técnicas e, "voilá"... domina-se uma arte marcial.
Eu costumo dizer que se não somos capazes de explicar algo de forma simples é porque não sabemos o que estamos a explicar. Até este preciso momento em que estou a escrever esta entrada no meu blog, a minha afirmação continua a ser completamente válida!
*** Resolução do problema: QUESTIONAMENTO, ESTUDO e PRÁTICA!
5 - Há uma grande diferença entre REALIDADE e ILUSÃO. Muitas vezes, alguns instrutores são induzidos a acreditar que o que ensinam é REAL ou o mais correto possível... porque foi mesmo assim que aprenderam!
Não há nada mais natural e é mesmo desta forma que isto se processa! Porque é assim que se desenvolve o ensino, a transmissão de uma pessoa para outra. Contudo, IMITAR faz parte dos primeiros passos de qualquer iniciante, mas QUESTIONAR e SABER fazem parte do mundo de quem ensina.
Não há nada mais natural e é mesmo desta forma que isto se processa! Porque é assim que se desenvolve o ensino, a transmissão de uma pessoa para outra. Contudo, IMITAR faz parte dos primeiros passos de qualquer iniciante, mas QUESTIONAR e SABER fazem parte do mundo de quem ensina.
A maioria dos instrutores acomoda-se convenientemente na desculpa grosseira de que "o meu mestre disse que era assim" e, desta forma, justificam a NÃO necessidade de questionar seja o que for.
A esta atitude, meu amigo, chama-se ACOMODAÇÃO... Uma pessoa acomodada não busca respostas e, consequentemente, não evolui. Simples como isto.
A ilusão de que "tudo vai bem" desmorona com o primeiro questionamento... e só lhes resta uma alternativa: dizer que "o meu mestre disse que era assim" (basicamente porque não sabem a resposta ao questionamento feito)... Ou, como já vi acontecer, quando não têm respostas para os questionamentos feitos, "inventam" uma na hora!
Pior! O problema que advém com este tipo de atitude é que se criam "Deuses", "Santos", "veneráveis", verdadeiras "Vacas sagradas", pessoas inquestionáveis!
Pior! O problema que advém com este tipo de atitude é que se criam "Deuses", "Santos", "veneráveis", verdadeiras "Vacas sagradas", pessoas inquestionáveis!
Este tipo de "indivíduo divino", quando entra em um Dōjō, é como se fosse um sol a iluminar o lugar... para alguns, evidentemente. Estas "estrelas" (bastante oportunistas, diga-se de passagem), sabem que o questionamento é inexistente e, portanto, sua posição "celeste" continua (e continuará) garantida: a perpetuação do estado das coisas.
Meu amigo, não há santos sobre a terra! Não há Deusas sobre a terra! Existe apenas outro ser humano! Que pode ou não ter as respostas que procuras.
As respostas destas pessoas, destes outros seres humanos às suas dúvidas irão demonstrar o quanto estas pessoas realmente entendem do que falam.
*** Resolução do problema: QUESTIONAMENTO, ESTUDO e PRÁTICA!
Para concluir, noventa e nove por cento dos problemas do ensino atual de artes marciais japonesas pode ser resolvido com pesquisa efetiva e aplicação real do conhecimento adquirido através da TEORIA e PRÁTICA, compreensão correta, vivência correta, exemplo correto, aprendizagem e ensino corretos. Sem enganos, sem falcatruas, sem tretas, sem desonestidade... Mas trasnmitir apenas a "verdade" da dualidade aprendizagem/ensino das Artes Marciais Japonesas como preconiza a segunda diretiva do Dōjōkun da Shōtōkan:
一、誠の道を守る事。
HITOTSU, MAKOTO NO MICHI O MAMORU KOTO.
"IMPORTANTE, PROTEGER O CAMINHO DA VERDADE.
(Falar é fácil, fazer...)
Pode-se, portanto, parafrasear Neil Armstrong no que diz respeito ao estudo e prática marcial: "É um pequeno passo para o instrutor, mas um grande passo para o universo do ensino marcial"!
Relembrando...
Relembrando...
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
201. UVAS #23 - Conceito de "ILUSÃO".
* ATENÇÃO!!! SE É SENSÍVEL A TERMOS GROSSEIROS NÃO LEIA OS MEUS POSTS! *
Tenho visto, ao longo dos anos, pessoas que ao pisarem dentro do Dōjō sofrem uma transformação radical!
De repente, há um código de conduta a ser seguido, regras, normas e etiquetas a serem obedecidas e o respeito pelo outro ser humano tem de ser mantido a todo custo. Estas pessoas - como se por magia - passam a ser "outras pessoas"... Não há nada de errado nisto...
(No fundo, questiono-me frequentemente o quanto disto será "mera atuação teatral para uma plateia mais ou menos seleta" ou "sincero desejo de que este tipo de comportamento social fosse realidade".)
Mas a questão que eu mais observo é que, ao sair do Dōjō, estas mesmas pessoas esquecem todos os valores (aprendidos há alguns minutos atrás) através das artes marciais japonesas e voltam a desrespeitar os outros seres humanos, voltam a achar que a má educação faz parte da cultura local e que aquilo que está aprendendo numa escola de artes marciais só serve para quando esta pessoa estiver "representando o seu papel" de artista marcial.
Esta é a razão pela qual eu afirmo que os Dōjōkun NUNCA irão funcionar! Porque as pessoas não sabem levar para fora do Dōjō os princípios mais elementares e básicos de civismo e conduta marcial da cultura japonesa.
Não adianta envergar um Karategi, um Jūdōgi, uma Hakama, um Ninja Ishō etc. e "armar-se" em seguidor do Bushidō, quando em casa é um mau filho (uma má filha), um mau marido (uma má esposa) ou um mau pai (uma má mãe)... um mau ser humano. ISTO É SER HIPÓCRITA! E vai contra o que defendem as artes marciais japonesas.
Eu afirmo que é hipocrisia porque EU JÁ VI, com os meus próprios olhos, instrutores, fora do Dōjō, a cairem pelas ruas de tão bêbados e estarem a incitar outras pessoas à violência.
EU TAMBÉM JÁ VI, com os meus próprios olhos, instrutores a espancarem pessoas mais fracas...
Eu poderia continuar a citar muitos outros maus exemplos de conduta social por parte de instrutores e praticantes que - na MELHOR das hipóteses - não fazem a menor, a mínima ideia do que se trata realmente aquilo que treinam - aprendem ou ensinam.
Ser "um exemplo" a ser seguido?! Só se alguém estiver a olhar, caso contrário, pode-se ser tão trafulha e irresponsável quanto possível! Isto é o que pensam alguns indivíduos cuja formação moral é bastante questionável.
Passemos, então, à questão principal sobre este assunto: de quem é a responsabilidade pela falta de orientação marcial das escolas contemporâneas? (Eis uma boa questão!)
Federações? Associações? Clubes? Instrutores? Alunos? Será que há um excesso de instrutores cuja formação está voltada - de forma conveniente - apenas para valores que visam apenas alto rendimento (econômico)? (Omitindo as orientações mais básicas como a pesquisa e a comportamento moral e, daí, o fraco desempenho nestas áreas). Será uma falta de conhecimento efetivo para transmitir o verdadeiro significado do que sejam realmente artes marciais? Se é que se sabe de verdade o que as mesmas significam...
Eu acho - e isto é a minha opinião pessoal - que este é um dos erros mais grosseiros a nível do que seja a cultura marcial japonesa!
Como eu disse antes, é mesmo por isto que os DōJōkun NUNCA irão funcionar ou serão postos em prática,,, basicamente porque aqueles que deveriam seguir o ensino correto e comportamento irrepreensível e dar bons exemplos, são os primeiros a fazer "vista grossa" aos "desvios" de orientação pedagógica.
Portanto, assim como o interesse pela pesquisa e pelo estudo das artes marciais japonesas, os valores morais, de hombridade e honestidade destas artes são "convenientemente deixados de lado". E sabem por quê? Porque é mais fácil "cair na garrafa" (ou em "outras coisas" menos abonatórias), ser um mau filho(a), um mau pai (uma má mãe), um mau marido (uma má esposa) ou mau ser humano quando os outros não estão olhando, porque é mais simples "parecer marcial" do que "ser marcial". Isso é inquestionável!
Vive-se na "aparência" das coisas, naquilo sobre "o que os outros vão pensar" como se fosse a forma correta de viver as artes marciais. Mentimos descaradamente e de forma vergonhosa para nós mesmos e para os outros como se fosse a coisa mais natural deste mundo!
Portanto, para resolver o estado das coisas, aqui vai um resumo simples:
TREINAR as Artes Marciais.
ESTUDAR as Artes Marciais.
PESQUISAR as Artes Marciais.
VIVER as Artes Marciais... Tudo isto implica ESFORÇO!
Enquanto não formos realmente HONESTOS (com nós próprios em primeiro lugar e depois para com os demais) e não agirmos com determinação, então não há solução à vista e o estado das coisas só tende a se perpetuar.
Sejamos pelo menos um pouquinho sinceros: na realidade, isto não é absolutamente nenhuma novidade ou que já não se soubesse há muito tempo... mas isso é mais uma daquelas coisinhasas que "o melhor a estar calado" porque, caso contrário, será necessário fazer algum "esforço" qualquer... e a "Lei do Menor Esforço" SEMPRE vai falar mais alto!
Assim, vivemos na ilusão de ser "samurai"... de estarmos "perpetuando os valores do Bushidō" (estes estão escritos em todos os cantos da internet... como se algum dia venham a ser vividos realmente), quando na realidade estamos caladinhos a manter as coisas exatamente de acordo com as nossas conveniências.
Isto é ILUSÃO!
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
200. ORE - por Miyamoto Musashi.
ORE em japonês significa "EU". Assim...
"Quando tudo estiver difícil, eu sou que sou. Quando tudo estiver bem, eu sou o que sou."
O que reforça as palavras de Miyamoto Musashi:
Hitotsu, busshin wa tattoshi busshin wo tanomasu.
Importante, mesmo que Buda e os Deuses sejam importantes, não dependa das suas providências.
独行道 二十一箇条
Dokkôdô Nijûichi-kajô.
"Os 21 preceitos do Dokkôdô."
宮本武蔵
Miyamoto Musashi.
199. FACEBOOK-DÔ.
A partir de hoje irei colocar aqui aquilo que eu denomino FACEBOOK-DÔ (FBD).
E o que é isto?! FACEBOOK-DÔ é aquela "Via filosófica virtual" que difunde uma ideia ou conceito SEM aprofundar a questão.
Portanto, irei colocar aqui aquilo que eu julgo necessitar de uma reflexão, mas que, por ser própria do FACEBOOK, passa como "filosofia de vida".
[FONTE: Todas as imagens usadas no FBD têm como fonte o FACEBOOK.]
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FACEBOOK-DÔ #001.
Esta frase pertence ao Dôjôkun do Shôtôkan. O que esta imagem, feita com o intuito de mostrar as "virtudes" do Karate NÃO DIZ é "COMO" isto é feito na realidade dentro das escolas de Karate Shôtôkan.
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FACEBOOK-DÔ #002.
Esta má interpretação do real valor das graduações é que fazem da faixa preta um "objetivo máximo a atingir", quando na realidade não passa de um processo natural de evolução técnica (e supostamente teórica).
Cria-se na faixa preta (e ao redor da mesma) uma aura de mistério e explicações místicas abundam!
Basicamente, esta frase é um disparate completo, infelizmente apenas muito difundida quando não se tem a mínima ideia do que seja realmente arte marcial japonesa ou sistemas de graduação!
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E o que é isto?! FACEBOOK-DÔ é aquela "Via filosófica virtual" que difunde uma ideia ou conceito SEM aprofundar a questão.
Portanto, irei colocar aqui aquilo que eu julgo necessitar de uma reflexão, mas que, por ser própria do FACEBOOK, passa como "filosofia de vida".
[FONTE: Todas as imagens usadas no FBD têm como fonte o FACEBOOK.]
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FACEBOOK-DÔ #001.
Esta frase pertence ao Dôjôkun do Shôtôkan. O que esta imagem, feita com o intuito de mostrar as "virtudes" do Karate NÃO DIZ é "COMO" isto é feito na realidade dentro das escolas de Karate Shôtôkan.
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FACEBOOK-DÔ #002.
"Um faixa preta é um faixa branca que nunca desistiu!"
Um faixa amarela, um faixa laranja, um faixa verde, um faixa azul, um faixa marrom também não o são?!Esta má interpretação do real valor das graduações é que fazem da faixa preta um "objetivo máximo a atingir", quando na realidade não passa de um processo natural de evolução técnica (e supostamente teórica).
Cria-se na faixa preta (e ao redor da mesma) uma aura de mistério e explicações místicas abundam!
Basicamente, esta frase é um disparate completo, infelizmente apenas muito difundida quando não se tem a mínima ideia do que seja realmente arte marcial japonesa ou sistemas de graduação!
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198. CARTAZES...
* Duas pequenas observações sobre CARTAZES de Artes Marciais Japonesas. *
[Nota: Estas observações são apenas para os bons instrutores. (Porque também existem maus instrutores.)]
Um cartaz, um panfleto, um anúncio a respeito de um curso, estágio, festival, ação de formação... ou até mesmo promoção da própria escola, associação ou Federação de artes marciais japonesas SEMPRE reflete o maior ou menor grau de preocupação com a informação fundamentada e honesta das pessoas envolvidas na elaboração da informação escrita.
Alguém disse: "SE NÃO ESCREVES BEM O QUE FAZES, NÃO FAZES BEM O QUE ESCREVES!"
Nada é mais verdadeiro do que isto!
Vou, portanto, estabelecer dois pontos essenciais na elaboração de cartazes de Artes Marciais Japonesas para que os bons instrutores tenham um parâmetro válido de comparação e possam ajustar os seus cartazes para que fiquem o mais corretos possível.
1. AS PALAVRAS JAPONESAS DEVEM SER CORRETAMENTE "ACENTUADAS".
PERGUNTA: podemos escrever um livro, fazer um cartaz, criar uma obra gráfica (escrita) em PORTUGUÊS sem usar qualquer acento ou símbolo de nasalação (o til)?
RESPOSTA: sem dúvida alguma, podemos!
PERGUNTA: mas a obra estará correta?
RESPOSTA: Absolutamente, NÃO! Este trabalho, graficamente, estará completamente ERRADO!
A mesma ideia aplica-se ao idioma japonês. O idioma japonês usa vogais longas e vogais breves. Esta distinção é feita fácil e corretamente em JAPONÊS ESCRITO, contudo, em qualquer outro idioma, esta distinção é feita através de sistemas de transcrição fonéticos oficiais japoneses.
***De forma breve: não quer aprender os sistemas fonéticos oficiais? Então pergunte a quem sabe! Pois é preferível perguntar a apresentar um trabalho mal feito!
2. SAIBA O QUE ESTÁ A COLOCAR NO SEU TRABALHO!!
Pode parecer impensável ou até excessivamente exagerado, mas a realidade é que algumas escolas utilizam ideogramas e caracteres japoneses sem terem a menor ideia do que estão a utilizar nos seus livros, cartazes, revistas, "blogs", "vlogs", "sites" etc.
Acham que eu estou a ser exagerado?
Apesar de os ter guardado no meu computador, não os vou mostrar por uma questão de educação... mas eu tenho cartazes onde os elementos responsáveis pela elaboração e verificação de obras sobre artes marciais japonesas:
- usaram os ideogramas "inverno, verão, outono e primavera" para dar um "ar japonês" aos seus cartazes.
- escreveram num certificado uma determinada graduação de um indivíduo em Português e OUTRA graduação em Japonês!
- colocaram o nome de um estilo de Karate no cartaz quando o evento era a respeito de outro estilo!
- utilizaram ideogramas errados para o nome da arte a que se destinava o cartaz...
E assim por diante!
*** De forma breve: quer utilizar palavras escritas em Japonês no seu trabalho, mas não quer aprender os caracteres necessários? Então pergunte a quem sabe! Pois é preferível perguntar a apresentar um trabalho mal feito!
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Não adianta ficar ofendido com uma crítica negativa por um trabalho mal feito! O trabalho mal feito está mal feito! Não há voltas a dar... Aprenda o certo, faça o certo, ensine o certo.
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Voltamos - mais uma vez - ao "estado das coisas" no mundo marcial onde (repetidamente) deparamo-nos com a questão de falta de pesquisa e fundamentação da informação que é transmitida (ensinada).
PERGUNTA: quem é o responsável pela manutenção deste "estado" de má transmissão da informação?
Cabe a cada um - em particular - responder a esta questão, mas uma coisa é certa: "não fazer nada" também é ser conivente com mau ensino!
[Nota: Estas observações são apenas para os bons instrutores. (Porque também existem maus instrutores.)]
Um cartaz, um panfleto, um anúncio a respeito de um curso, estágio, festival, ação de formação... ou até mesmo promoção da própria escola, associação ou Federação de artes marciais japonesas SEMPRE reflete o maior ou menor grau de preocupação com a informação fundamentada e honesta das pessoas envolvidas na elaboração da informação escrita.
Alguém disse: "SE NÃO ESCREVES BEM O QUE FAZES, NÃO FAZES BEM O QUE ESCREVES!"
Nada é mais verdadeiro do que isto!
Vou, portanto, estabelecer dois pontos essenciais na elaboração de cartazes de Artes Marciais Japonesas para que os bons instrutores tenham um parâmetro válido de comparação e possam ajustar os seus cartazes para que fiquem o mais corretos possível.
1. AS PALAVRAS JAPONESAS DEVEM SER CORRETAMENTE "ACENTUADAS".
PERGUNTA: podemos escrever um livro, fazer um cartaz, criar uma obra gráfica (escrita) em PORTUGUÊS sem usar qualquer acento ou símbolo de nasalação (o til)?
RESPOSTA: sem dúvida alguma, podemos!
PERGUNTA: mas a obra estará correta?
RESPOSTA: Absolutamente, NÃO! Este trabalho, graficamente, estará completamente ERRADO!
A mesma ideia aplica-se ao idioma japonês. O idioma japonês usa vogais longas e vogais breves. Esta distinção é feita fácil e corretamente em JAPONÊS ESCRITO, contudo, em qualquer outro idioma, esta distinção é feita através de sistemas de transcrição fonéticos oficiais japoneses.
***De forma breve: não quer aprender os sistemas fonéticos oficiais? Então pergunte a quem sabe! Pois é preferível perguntar a apresentar um trabalho mal feito!
2. SAIBA O QUE ESTÁ A COLOCAR NO SEU TRABALHO!!
Pode parecer impensável ou até excessivamente exagerado, mas a realidade é que algumas escolas utilizam ideogramas e caracteres japoneses sem terem a menor ideia do que estão a utilizar nos seus livros, cartazes, revistas, "blogs", "vlogs", "sites" etc.
Acham que eu estou a ser exagerado?
Apesar de os ter guardado no meu computador, não os vou mostrar por uma questão de educação... mas eu tenho cartazes onde os elementos responsáveis pela elaboração e verificação de obras sobre artes marciais japonesas:
- usaram os ideogramas "inverno, verão, outono e primavera" para dar um "ar japonês" aos seus cartazes.
- escreveram num certificado uma determinada graduação de um indivíduo em Português e OUTRA graduação em Japonês!
- colocaram o nome de um estilo de Karate no cartaz quando o evento era a respeito de outro estilo!
- utilizaram ideogramas errados para o nome da arte a que se destinava o cartaz...
E assim por diante!
*** De forma breve: quer utilizar palavras escritas em Japonês no seu trabalho, mas não quer aprender os caracteres necessários? Então pergunte a quem sabe! Pois é preferível perguntar a apresentar um trabalho mal feito!
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Não adianta ficar ofendido com uma crítica negativa por um trabalho mal feito! O trabalho mal feito está mal feito! Não há voltas a dar... Aprenda o certo, faça o certo, ensine o certo.
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Voltamos - mais uma vez - ao "estado das coisas" no mundo marcial onde (repetidamente) deparamo-nos com a questão de falta de pesquisa e fundamentação da informação que é transmitida (ensinada).
PERGUNTA: quem é o responsável pela manutenção deste "estado" de má transmissão da informação?
Cabe a cada um - em particular - responder a esta questão, mas uma coisa é certa: "não fazer nada" também é ser conivente com mau ensino!
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